Critérios para admissão às primeiras conversas com candidatos ao Diaconado Permanente

Sábado, 25 de março de 2017 às 16h 00  - Atualizado às 18h 45

Com alegria e esperança, comunicamos que estamos em processo de discernimento vocacional para o Ministério do Diaconado Permanente em nossa Diocese. Apresentamos, a seguir, texto da Equipe Diocesana responsável pelo estudo e implantação desse importante Ministério, contendo os critérios que nos ajudarão no processo vocacional dos futuros candidatos.

 

A Comissão Diocesana criada pelo Exmº. Sr. Bispo Diocesano, Dom José Carlos de Sousa Campos, para os passos iniciais do processo de implantação do Diaconado Permanente no clero diocesano, reuniu-se na casa paroquial da Paróquia de São Sebastião, de Juatuba, dia 29/10/2016, às 09h30. Estavam presentes: Pe. Gilmar Pinheiro Marques, Pe. Émerson Cunha, Mons. Antônio Ordones Lemos, Pe. Daniel Leão, Pe. Amarildo José de Melo e Pe. J. Raimundo Batista Bechelaine.

 


Tendo todos os citados lido e estudado o Documento 96, da CNBB: “Diretrizes para o Diaconado Permanente da Igreja no Brasil – Formação, Vida e Ministério”, concluiu-se não ser necessária nem oportuna a elaboração, neste momento, de um texto próprio sobre o tema. Pois constata-se que o Documento 96, da CNBB, já incorpora e sintetiza, em linguagem simples e objetiva, tanto os pronunciamentos do Magistério e estudos sobre o assunto, como os resultados práticos extraídos das experiências já em andamento e as consequentes instruções para ação. Assim sendo, ele atende às necessidades de orientação que temos no atual momento. Portanto, decidiu-se que a Diocese de Divinópolis adota,integralmente, nesta etapa, o citado Documento 96. Na medida em que se fizer necessário, acréscimos ou adaptações pontuais à realidade local poderão ser feitos, mantendo-se o espírito da citada publicação.

 


Todos os possíveis vocacionados ao presbiterado e ao episcopado devem corresponder a determinado perfil, estabelecido pela Igreja, à qual cabe o juízo sobre as vocações ministeriais e sacerdotais. Assim, também a Diocese de Divinópolis estabelece, para a avaliação e seleção dos possíveis vocacionados ao Sacramento da Ordem, no grau do Diaconado, critérios e pré-requisitos.

 

 

Para dar início ao processo vocacional da primeira turma de possíveis candidatos, ficam estabelecidos, em transcrição quase totalmente literal do Documento 96 (Cf. pp. 58-62 e 45-46), o perfil, critérios e princípios abaixo elencados:

 

 


A. Na dimensão pessoal:

  1. Saúde física e psíquica e equilíbrio afetivo-emocional;
  2. Idade canônica para a ordenação: 35 anos (Somente vocacionados casados)
  3. Situação civil e profissão compatíveis com o Ministério Diaconal Permanente;
  4. Independência econômico-financeira;
  5. Escolaridade equivalente ao ensino médio (Para ingresso no processo formativo);
  6. Capacidade de convivência, de liderança e de trabalho em equipe;
  7. Capacidade de autocrítica, de renovação e de formação permanente.

 

 

B. Na dimensão eclesial:

  1. Maturidade na fé;
  2. Visão atualizada de Igreja (inserida na realidade atual);
  3. Capacidade de comunhão eclesial (ouvir, dialogar, acolher);
  4. Consciência apostólico-missionária;
  5. Vida sacramental e bíblica e busca de contínua conversão;
  6. Espírito de oração e contemplação;
  7. Espírito de serviço, especialmente aos pobres;
  8. Interesse pelo estudo da Palavra de Deus e da doutrina da Igreja.

 

C. Na dimensão familiar:

  1. Mínimo de 05 anos de vida matrimonial para ingresso no processo formativo;
  2. Estabilidade matrimonial;
  3. Consentimento e colaboração efetiva da esposa e filhos;
  4. Envolvimento da família nas atividades eclesiais;
  5. Vida familiar coerente com o ensino da Igreja;
  6. Estabilidade econômico-financeira familiar.

Observação: Quanto ao item 6 da letra C, subentende-se aqui todo o nº. 4 (“Sustentação econômica”, nº 97 a 102) do cap. II do Doc. 96, páginas 45 e 46.

 

 

D. Na dimensão eclesial/comunitária:

  1.  Consciência de que será diácono da Igreja e não de um grupo, movimento ou comunidade determinada;
  2.  Engajamento pastoral mínimo de 05 anos;
  3.  Visão do ministério como dom e serviço, acima de tendências utilitaristas e autoritárias;
  4.  Sensibilidade para os desafios que se apresentarem nas comunidades;
  5.  Comunhão com o bispo, presbíteros, diáconos e organismos eclesiais;
  6.  Capacidade de inculturação;
  7.  Capacidade de perceber, respeitar e valorizar outros ministérios e lideranças nas comunidades e grupos;
  8.  Abertura missionária e visão de pastoral de conjunto;
  9.  Abertura ao diálogo ecumênico;
  10.  Aceitação pela comunidade e pelo presbitério.

 


Observações:

1. Fica estabelecido que somente em caso excepcional um solteiro será admitido ao diaconado permanente, a juízo do bispo diocesano e da equipe formadora. Entende a Comissão que um homem que pretenda permanecer celibatário deveria dirigir-se ao presbiterado;


2. Foi consenso na Comissão que se levasse à consideração do Sr. Bispo, Dom José Carlos, a oportunidade da implantação também da diaconia territorial e não somente da diaconia setorial, como até agora se propôs. (Cf. Documento 96, páginas 47 e 48);

 


3. Deve ficar claro que, assim como ocorre nos seminários que preparam para o presbiterado, o fato de ser admitido aos estudos e demais processos de preparação não garante aos possíveis vocacionados um suposto direito à ordenação. A vocação aos ministérios eclesiais não é apenas um sentimento, emoção ou movimento somente íntimo de alguém. O juízo, assim como o seu peso e responsabilidade, sobre a autenticidade da vocação, cabe à Igreja através de suas instâncias.

 

Processo Vocacional: – Com base nos critérios e perfil acima expostos, o vocacionado deve apresentar-se ao seu pároco que o apresentará, via carta, à equipe responsável pela formação dos futuros diáconos.

 

Processo formativo – Enquanto, durante o ano de 2017, se realizar o processo vocacional, a Comissão Diocesana para o Diaconado Permanente organizará o período inicial do processo de formação, que deve começar no ano de 2018. Será desenvolvido conforme o exposto no capítulo III, do Documento 96: “Dimensões da formação” (pp. 62 a 81 e 84 a 86). Sobre isto, a Comissão abordou aspectos gerais, que serão aprofundados nas próximas reuniões. As avaliações a respeito dos formandos seguirão o exposto às páginas 81 a 84.

 

 

Comissão Diocesana para o Diaconado Permanente da Diocese de Divinópolis.

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