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Presente de 60 anos da Diocese de Divinópolis

terça-feira, 28 de maio de 19 às 07:00

A história deste importante prédio remonta à década de 40. A pedra fundamental foi lançada em 21 de abril de 1940. O engenheiro Luís Fernandes veio de Guaxupé para Divinópolis, em novembro de 1940, a convite de Juscelino Kubitschek, para trabalhar na chefia da construção da Usina do Gafanhoto. Na cidade, esteve à frente da construção de algumas escolas. Entre elas, o prédio para o colégio São Geraldo.


O Colégio havia sido fundado em 1922, na cidade de Oliveira. Foi transferido para a cidade de Pará de Minas, no ano de 1930. E, por solicitação, foi transferido para Divinópolis, no ano de 1942, para atender aos filhos dos empresários e dos grandes fazendeiros. 


Por um grande empenho de Dom Cristiano Frederico Portela de Araújo Pena,  1º bispo da Diocese de Divinópolis, a partir de 1960, o Colégio São Geraldo passou a pertencer à Diocese de Divinópolis. Monsenhor Hilton foi nomeado diretor, cargo que exerceu até 1966.  No prédio, funcionava o Seminário Menor São José, cujo reitor era, também, Monsenhor Hilton.  


Devido à realidade do subdesenvolvimento da região rural da Diocese de Divinópolis, e a carência de Obras Assistenciais, neste campo, o prédio abrigou as Obras Sociais da Diocese, com suas atividades na educação e promoção da população rural, em seus 25 municípios. Vários cursos foram realizados nesta casa, em regime de internato, inteiramente gratuitos para participantes adultos e jovens, de pequenas comunidades rurais, convidados pelos líderes já treinados, anteriormente. Aproximadamente, a cada ano, 40 cursos eram realizados. A partir da década de 70, mais de 1.700 participantes passaram pela casa.


Dom José Costa Campos, 2º bispo da Diocese de Divinópolis, realizou muitas reformas neste prédio: construiu o novo refeitório, a nova capela e as lojas na rua Pernambuco (alugadas para o sustento dos Seminários). 


Com a chegada de Dom José Belvino, toda a vida pastoral da diocese se articulou no prédio. Não só a cúria, a coordenação de pastoral, os encontros pastorais, mas, também, o tribunal eclesiástico e o setor de comunicação. Dom José Belvino também se empenhou na instalação da Livraria João Paulo II, nas dependências do prédio.  


Em 2011, a diocese iniciou o projeto de reforma. Dom Tarcísio Nascentes, reconhecendo que a vida Pastoral e administrativa da diocese estava plenamente arraigada a esta casa, pensou em uma grande reforma. Um projeto global que potencializasse a casa para as grandes necessidades que a diocese tem de reunir o seu povo, de formar os seus líderes. A obra foi logo paralisada pela escassez de recursos. 


Com a nomeação e posse de Dom José Carlos de Souza Campos, foram retomados os projetos e um estudo foi feito para perceber quais eram as demandas pastorais e administrativas a serem contempladas neste prédio. 


O projeto foi estudado no conselho econômico, conselho diocesano de pastoral, comissão diocesana de arquitetura e, após a aprovação do colégio de consultores, foi apresentado ao clero.  


A reforma do prédio contempla a estrutura administrativa e pastoral da diocese: a cúria, tribunal eclesiástico, coordenação de pastoral, setores financeiros e contábeis, além de espaço para arquivos. Serão reorganizadas salas de trabalho, salas de reuniões, espaços de encontros, capelas. A grande novidade apresentada foi um grande auditório, com capacidade para mais de 300 pessoas, que será adaptado na lateral da rua Pernambuco, com entrada independente e acesso pelo interior do prédio. 


Ainda há muito trabalho pela frente. Os recursos são bem escassos, mas já foram começados! A obra foi iniciada pelo telhado. O mesmo estava bem danificado e oferecendo, inclusive, riscos à segurança do prédio e das pessoas.  Em novembro de 2018,  foram iniciadas a remoção do forro e da madeira antiga. E uma nova estrutura já está sendo instalada, com telhas termoacústicas. A partir de uma parceria com a Comarca de Divinópolis, serão feitas, também, a instalação de um elevador e construção de escadas, favorecendo a acessibilidade ao prédio.  


No contexto festivo dos 60 anos da diocese, recuperar esta casa será um grande presente oferecido à nossa Igreja. Um espaço de acolhida e cuidado, de formação e planejamento de toda a vida pastoral e administrativa da diocese. 


Daqui pra frente, todos estão convidados para somar esforços, fazer economias, buscas parceiros, promover eventos, mobilizar toda Igreja diocesana nesta nobre causa.  

 

Pe. Carlos Henrique Alves de Resende - Ecônomo Diocesano -

(Informações cedidas pelo arquivo Diocesano) 
 

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