História da
Paróquia do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá
“O Rio “Andayá” (hoje Indaiá) é um dos mais antigos de minas.” Às suas margens surgiu, ainda no século XVIII, um pequeno povoado, que ficou conhecido como “Andayá”.
Ali, no ponto mais elevado, talvez por volta do ano 1776, foi erigida em sinal de fé e como ponto de passagem aos viajantes e tropeiros que viajavam para as bandas de Goiás, uma Capela em honra de São Miguel Arcanjo. No seu interior, passou-se a sepultar os que morriam. Fossem viajantes ou moradores.
O pequeno povoado, atingindo certo desenvolvimento, em breve teve seu Capelão que ministrava ao povo os sacramentos.
Já capela filial da Matriz de Santo Antônio, de Santo Antônio do Monte, foi a povoação do Bom Jesus de Pedra do Indaiá, elevada a categoria de Curato, por ato do então Arcebispo de mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, datado de 20 de Novembro de 1917, após pedido do Pároco Monsenhor Otaviano José de Araújo e de parecer favorável do Monsenhor José dos Santos Cerqueira, vigário da Comarca Eclesiástica de Itapecerica.
Pelo mesmo Arcebispo foi nomeado primeiro capelão do recém criado curato o Pe. Donato Paschoal Loras, que tomou posse em 22 de Dezembro do dito ano, na Matriz de São Bento de Itapecerica, perante o vigário Forâneo.
O Pe. Donato assumindo o Curato tratou de trabalhar para a criação da Paróquia. Não cansou de esmolar em favor da reparação da Matriz e da construção de uma casa paroquial (que no final foi orçada em 14.200$000). A Ação do Pe Donato não era apenas de pedir. Dava também o seu exemplo contribuindo para a construção. Numa lista existente nos Arquivos da Cúria Diocesana encontramos uma oferta no valor de 100$000. Por seu exemplo contagiou até os próprios colegas. Em outra lista encontramos as contribuições do vigário, no valor de 100$000 e do vigário Forâneo no valor de 20$000. Todo esse trabalho, além do trabalho pastoral intenso, foi coroado com elevação do Curato à Paróquia em 1º. De Janeiro de 1936, pelo Decreto no. 22 assinado pelo Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Antônio dos Santos Cabral.
Seu primeiro Pároco foi o Padre Adalberto Benício Terra que era o Cura na época da criação. Infelizmente o Pároco morreu pouco tempo depois em 06 de setembro.
Outra versão diz que a história da Paróquia do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá, tem seu início registrado em documento por volta do ano de 1916, conforme lista de contas, datada de 28 de novembro do mesmo ano, assinada pelo Revmo. Padre Donato Paschoal Loras do curato de Itapecerica. Trata-se da lista de donativos para a construção de Capela do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá. Conforme documentos extraídos da Paróquia de Mariana, foi nomeado o Procurador João José da Silva Sobrinho para arrecadar donativos e coordenar a construção da Capela. Era ele o responsável direto por tudo. O referido procurador, além de contribuir generosamente do seu próprio bolso, recebia as contribuições e prestada contas ao Padre Donato das entradas e saídas de dinheiro. Foi, de fato, um grande colaborador, tanto que havia uma placa no interior da capela, com os dizeres: “Fundador da capela”. Essa placa ficou afixada por muitos anos, vindo a desaparecer, certamente, nas futuras reformas realizadas. O Capitão Jose da Silva Sobrinho era filho de Coronel José Antônio da Silva e Marcelina Maria de Jesus, da tradicional “Família Silva”, fundadores de Pedra do Indaiá.
Para a referida construção, foi instituída, também uma Comissão composta de pessoas idôneas daquela época, tais quais: José Bendito de Oliveira Leite, João Antonio dos Santos e Olimpio Rogério da Silva. O documento que comprova essa comissão está datado de 1º. De Janeiro de 1917, através do qual, o procurador e a comissão chamam à atenção de todos os católicos e fiéis de nosso Curato, demonstrando o valor da construção e a compra da casa para a residência do Cura, ambas orçadas em R$14:200$000( quatorze contas e duzentos mil reis) e conclamam para que sejam generosos com suas esmolas e donativos. Na lista de contribuições, datada de 17/05/1918, nota-se que os maiores colaboradores foram: Pe. Donato Paschoal Loras 100$00 (cem mil reis), Antônio José da Silva e Pedro Silva (ambos irmãos do procurador 50$000( cinqüenta mil reis).
No dia 31 de janeiro de 1917, atendendo ao requerimento do Padre Donato, datado de 15 do mesmo mês, é concedida a licença para benzer a Capela do Senhor Bom Jesus pelo Exmo. Arcebispo de Mariana, pedindo que o vigário de Donato Antônio do Monte tomasse conhecimento da Portaria naquela mesma data. É que a Freguesia do Senhor Bom Jesus de Pedra do Indaiá, pertencia a Paróquia de Santo Antonio do Monte.
Entretanto, a pedido dos fiéis e do Padre Donato e ao voto favorável do Revmo. Monsenhor Otaviano José de Araújo e do Forâneo da Comarca de Itapecerica à que pertence Monsenhor José dos Santos Cerqueira, tendo, também, o parecer do Revmo. Cônego Promotor do Arcebispado, houve por bem, criar um novo Curato, designando por sede a Capela e a povoação do Bom Jesus de Pedra do Indaiá. Naquele mesmo documento fica o novo Curato do Senhor Bom Jesus de Pedra do Indaiá, anexado à Comarca de Itapecerica. Assinado: Monsenhor Cônego José Maria Rodrigues de Morais, vigário de Mariana, em 20 de novembro de 1917.
Com a criação do Curato, foi lavrado o termo de Profissão de fé e posse do Padre Donato Paschoal Loras, pelo Revmo. Monsenhor Padre Jose dos Santos Cerqueira, forâneo e vigário de Itapecerica, datada de 30 de Dezembro de 1917.
No documento “Limites da atual Freguesia do Senhor Bom Jesus de Pedra do Indaiá, de Itapecerica”, além das divisas, cita, também, quatro capelas, a saber: Capela de Mata dos Lemos, Capela do Bom Jardim, Capela do Raposo, Capela Água Limpa. O referido documento data de 08 de setembro de 1917. assinado pelo Padre Domício Nardy, de Mariana. A Capela de Água Limpa, em honra a Santo Antonio de Pádua, obteve licença para ser benta, pelo Monsenhor Dom Silvério Gomes Pimenta, em documento assinado pelo Monsenhor José Maria Rodrigues de Morais, em 23 de outubro de 1918. A cerimônia da bênção foi realizada pelo Padre Donato, no dia 19 dezembro de 1918, conforme ata. A Capela de São Miguel, que fica no alto do monte, ao lado do cemitério, obteve a licença para ser benta, no dia 23 de outubro de 1918, conforme documento assinado pelo Monsenhor Cônego José Maria de Morais. A cerimônia da benção realizou-se no dia 19 de maio de 1919, também pelo Padre Donato Paschoal Loras.
Em documento escrito pelo procurador Capitão João Jose da Silva Sobrinho, sem data, mas, provavelmente quando da elevação da do curato em (29 de novembro de 1917), através do qual ele reclama que as despesas com a elevação do Curato ficaram em quatro contos e tanto e que ele trabalha como um burro para dar conta de tudo, pois só recebera cinqüenta mil reis. Alega por outro lado, que está cuidando sozinho da Capela de São Miguel, certamente para a benção acima referida. O mais importante é que o procurador se refere a ela como “Igreja velha que ficou isolada”. Vê-se, portanto, que a benção da capela aconteceu muitos anos depois de sua construção tanto que fala da necessidade de conclamar os “Procuradores velhos” para angariarem mais recursos a fim de saldar a divida da Igreja. São seis os velhos procuradores em questão:
1º. Capitão Oliveira Antonio de Melo
2º. Capitão Perciliano Rodrigues da Silva
3º. Jose Antonio de Oliveira
4º. Capitão Cezário Arcanjo de Oliveira
5º. Capitão Jose Jerônimo dos Santos
6º. Capitão Pedro Fernando de Alcântara
Conforme lista de donativos recebidos pelo Padre Donato Loras, provavelmente em 1919, para a reparação da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, os maiores doadores foram:
Bruno Alves Ferreira – 200$000 ( duzentos mil reis)
Pedro José da Silva – 100$000 (cem mil reis)
Sebastião Jose da Silva – 100$000 (cem mil reis)
Saturnino Jose da Silva – 100$000 (cem mil reis)
Do período de 1920 até 1936, pouco se sabe por falta de registros. Acredita-se porem, que o Padre Donato Paschoal Loras tenha presidido o Curato durante muitos anos, pois quando da criação da Paróquia, em 1936, era Cura o Padre Adalberto Benício terra. Os indaiaenses sempre agradecerão ao Padre Donato Paschoal Loras pelo incansável trabalho em prol da criação da Paróquia do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá.
Em 1936, precisamente no 1º. de Janeiro, depois de muita luta e dedicação, foi assinado o Decreto de ereção Canônica da Paróquia, assinado por Dom Antônio dos Santos Cabral, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte e Monsenhor Vicente Soares , secretário. Assumindo o paroquiato Padre Adalberto Benício Terra passa a morar em Pedra do Indaiá. Isso se comprova porque em 29 de fevereiro de 1936 o Secretário Metropolitano de Belo Horizonte acusa o recebimento de uma carta a ele dirigida pelo Padre Adalberto, solicitando retificação de divisas. Padre Adalberto Terra ficou por pouco tempo dirigindo a Paróquia vindo a falecer no dia o6 de setembro de 1936, por um infarto fulminante causando grande tristeza aos seus paroquianos. Foi enterrado com todas as honras e aplauso na Matriz do Senhor Bom Jesus, onde descansa junto do Pai.
Do Padre Adalberto Benício Terra
Nasceu no Arraial Novo ( hoje São Sebastião do Oeste), em 1880, filho do Major Honorato Joaquim Terra e Justina Thereza de Jesus. Estudou em Mariana e foi ordenado em 1909. Que o Padre Adalberto Benício Terra, cujos restos mortais repousam no Santuario do Senhor Bom Jesus, roga o povo desta terra, que descanse em paz.
Após o curto paroquiato do Pe. Adalberto foram Párocos da Paróquia:
Padre João da Cruz Ribeiro – de
Padre Jose Teodulo Mendes (Pe. Dulinho)
Padre José Mariano Tavares
Padre Altamiro de Faria (de 1945 a 1947 e de 23.11.69 a 1972)
Padre João Bruno Barbosa
Padre Antônio Romão dos Santos – 25.11.60 - 03.01.62 – 31.12.66
Padre Carlos Pinto da Fonseca – Vigário cooperador – 23.03.63
Padre Evaristo José Vicente de 13.02.64
Padre Olavo Cabral de Souza 10.04.65 à
Padre Carlos Rada Mecoleta 03.02.68 à
Padre Banto Mateus Borges, de 23.12.72 à
Padre Demóstenes César Mota, de 11.02.78 á
Padre José Honorato Fróes, sdb – 31.11.79
E Padre Agostinho Ferreira Gomes; 28.01.82
Padre Antônio Pontelo ; de 1º./10/75
Padre Miguel Rodrigues dos Anjos- 03.02.1984
Padre José Carlos de Souza Campos,
Padre Marinho Rocha,
Padre Elisvaldo Camilo Sousa,
Padre João Luiz Moreira. 02 de fevereiro de 2003
à 1º.01.2009(Provisão) ficando até 06.02.2009
Padre José Teodulo Mendes
Co m a morte repentina de Padre Adalberto Benício Terra, foi nomeado pároco o Revmo. Padre José Teodulo Mendes – Padre Dulinho, como era chamado, que também veio residir em Pedra do Indaiá.
Nasceu em Itapecerica no dia 04 de setembro de 1911, Filho de Antonio Mendes Cerqueira e Maria Carolina de Cerqueira. Estudou em Belo Horizonte e foi ordenado sacerdote em 21 de setembro de 1935, pelas mãos de Dom Antônio dos Santos Cabral, Arcebispo de Belo Horizonte. Cantou sua primeira missa na sua terra natal em 29 de novembro de 1935, com a presença da Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, dirigida pelo seu tio e maestro Cesário Mendes, que, em homenagem ao sobrinho Padre, executou uma peça musical, especialmente composta para ele.
Alem de Pedra do Indaiá, foi vigário em várias cidades como Caeté, Piedade dos Gerais, Belo Horizonte, Nova Lima e Matozinhos. Somente em 1951 retornou definitivamente para sua terra natal onde ficou até falecer em 21 de dezembro de 1978.
Padre João Ribeiro da Cruz
Nasceu em 19 de junho de 1911, natural de Jataí, norte de Minas Gerais, sendo seus pais Gualter Ribeiro Soares e Maria Madalena Ribeiro. E foi o terceiro pároco de Pedra do Indaiá.
Ingressou no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus de Belo Horizonte em 15 de fevereiro de 1932 e foi ordenado sacerdote por dom Antônio dos Santos Cabral, em 25 de outubro de 1942, na Igreja de Nossa Senhor a das Dores, no bairro Floresta. Em 31 de dezembro do mesmo ano, foi nomeado Vigário Cooperador da Paróquia de São Bento de Itapecerica e, logo depois, transferido para a Paróquia do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá.
Grande orador, humilde e fiel aos propósitos da Igreja de Cristo, levou uma vida de amor ao seu sacerdócio. Tornou-se grande amigo de Pedra do Indaiá.
Padre Jose Mariano Tavares
Foi o quarto vigário, carinhosamente chamado de Padre Juca. Itapecericano de nascimento era filho de Mariano Tavares e Dona Maria do Rosário de Toledo Rocha, nascido em 29 de abril de 1916. Estudou em Belo Horizonte e, aos 15 de Agosto de 1939 foi ordenado, também na Igreja de Nossa Senhora das Dores, do Bairro Floresta em Belo Horizonte. Voltou a Itapecerica em 19.08 do mesmo ano e, no dia seguinte, celebrou sua primeira Missa solene, com a presença de vários Padres.
Foi coadjutor em Itapecerica, vigário em Pedra do Indaiá, coadjutor em Divinópolis e Itaúna e vigário em Belo Horizonte na Paróquia de Nossa senhora da Conceição do bairro Lagoinha, quando a 04 de março de 1961, após celebrar a santa Missa matinal veio a falecer subitamente de provável mal de chagas, com apenas 45 anos de idade.
Padre Altamiro de Faria
Nasceu em 25 de junho de 1920, nas divisas de Itapecerica com Santo Antônio do Monte, no Arraial Novo (hoje São Sebastião do Oeste). Era filho de Joaquim Faria do Nascimento e Alice Faria da Silva.
Percebendo a vocação do filho seus pais o encaminharam para o Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus de Belo Horizonte em junho de 1932. Foi ordenado em 31de Outubro de 1943 na Igreja de Nossa Senhora das Dores em Belo Horizonte, por Dom Antônio dos Santos Cabral.
Presidiu a Paróquia do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá por dois mandatos. Vigário cooperador em Itapecerica durante o ano de 1944, vindo para Pedra do Indaiá como vigário ecônomo, aqui ficando até 1947. Em 23 de novembro de 1969 retorna nomeado pároco de Pedra do Indaiá e São Sebastião do Oeste ficando até 1972. Um vigário cheio de virtudes destacando-se a humildade e o zelo e amor para com a Palavra de Deus.
Padre João Bruno Barbosa
Filho de Américo Sigismundo Barbosa (Amerquinho) e Zenóbia Ribeiro Barbosa (Dona Sinhá), nasceu em Itapecerica no dia 06 de outubro de `1920 e batizado na Igreja Matriz de São Bento pelo Monsenhor José dos Santos Cerqueira, em 24 do mesmo me e ano. Foram padrinhos: Belarmino Malaquias e Alzira Ribeiro Pena.
Fez seus estudos primários em Itapecerica e, com mais 15 colegas foi para o Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte, em fevereiro de 1935. Em 18 de fevereiro de 1939 recebeu o seu hábito talar e, em 13 de dezembro de 1942 a primeira tonsura clerical. Em 03 de novembro de 1942 morre sua irmã Maria Antunes e em 05 de outubro de 1943 morre seu pai sem ver o filho Padre. Em 1945recebe o diaconato e o primeiro to litúrgico celebrado por ele foi a encomendação do corpo de seu tio Leopoldo Antunes Ribeiro.
Sua ordenação aconteceu em 1º. De novembro de 1945, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores no bairro Floresta, em Belo Horizonte, por Dom Antônio dos Santos Cabral. De volta a Itapecerica no dia 09 de novembro foi recebido com festas, pela sua mãe, parentes e amigos, sendo saudado em discurso pelo Sr. Luiz Mosqueira Pereira de Melo. Sua primeira missa solene aconteceu no dia 11 às 10 horas na Matriz de São Bento, com a participação dos Padres José Mariano Tavares, Altamiro Faria, então vigário de Pedra do Indaiá.
Nomeado coadjutor de Itapecerica, prestou relevantes serviços durante dois anos e no dia 20 de Janeiro de 1948, foi nomeado Vigário da Paróquia do Senhor bom Jesus de Pedra do Indaiá, sendo recebido com muita alegria por toda a população.
“Era em verdade um santo sacerdote.” Alegre, tinha cesto de riso: a qualquer atitude engraçada, podia estar celebrando a missa começava a rir e era difícil parar. Grande devoto de Nossa Senhora transmitia a todos os paroquianos essa devoção que até hoje é seguida por todos naquela Paróquia. Gostava de trabalhar no catecismo das crianças.
Dentre tantos feitos foram marcantes duas obras: a ampliação e reforma da Igreja, que passou a ter o formato que tem hoje e a criação da Festa da exaltação da Santa Cruz – “O Jubileu do Senhor Bom Jesus” de 10 a 14 de Setembro de 1942. Festa celebrada com tanto entusiasmo pelo vigário e pelo povo perdura até hoje celebrado a partir de 1º. de setembro, tornando-se a festa máxima da Paróquia e da cidade.
Com a chegada de Dom Cristiano Portela de Araujo Pena, bispo de Divinópolis, achou por bem transferi-lo para a sede da Diocese, apesar do esforço contrário do povo indaiaense. Em 05 de outubro de 1959 foi nomeado vigário da Catedral do Divino Espírito Santo , em Divinópolis. Por quatro anos exerceu aquele paroquiato já um pouco debilitado na sua saúde. Em 18 de agosto de 1963, foi nomeado Diretor Espiritual do Seminário Menor Diocesano. Vítima de uma violenta hemorragia após cirurgia das amídalas, faleceu em 18 de novembro de 1964 trazendo espanto e comoção a todos os diocesanos. Foi sepultado no Cemitério São Miguel em Itapecerica.
Padre Miguel Rodrigues dos Anjos
Reformou totalmente a Capela de São Miguel, com a ajuda dos paroquianos e dos fiéis em geral. Coube-lhe também comemorar os 50 anos da criação da Paróquia. Aproveitando a celebração da Exaltação da Santa Cruz – Jubileu do Senhor Bom Jesus, no dia 14 de setembro de 1986, a Paróquia celebrou três eventos: as bodas de Ouro da Criação da Paróquia, as Bodas de Ouro de Ordenação sacerdotal de Padre Josimas Gonçalves Cerqueira, único filho da terá a se tornar Padre e a inauguração das fotografias do primeiro Pároco e de Padre João Bruno Barbosa, Criador do Jubileu, na sacristia da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus.
A Paróquia conta, além da Matriz, com missas celebradas sempre às Sextas-feiras, sábado, e Domingo e nas Comunidades Rurais (uma vez por mês):
1. Comunidade de Santo Antônio de Lambari
2. Comunidade de São Geraldo de Betânia
3. Comunidade de Coração de Jesus de Mata dos Lemos
4. Comunidade de Coração de Jesus de Grota
5. Comunidade de São Sebastião de Bom Jardim
6. Comunidade de São Judas Tadeu de Paivas
7. Comunidade de São Sebastião de Vista Nova.
Já em 17 de Julho de 1937, Jose Estácio do Nascimento e Maria Tereza de Jesus fizeram a doação de um terreno para a “construção de uma Igreja destinada àquele santo – São Geraldo”.
Há mais ou menos 65 anos essa capela, que contava com a ativa participação da família do senhor José Estácio (avô), caiu ficando de pé somente uma pequena sacristia onde os fiéis da comunidade, que era pequena, e regiões vizinhas (Atuais Lambari,Grota,Medeiros,Ribeirão,etc...) se reuniam uma vez ao mês para celebrar a Palavra e, com a assistência do Padre, a santa Missa.
Com a queda da capela o padre da época, juntamente com a comunidade,quis fazer uma nova como não se tinha um conselho formado, indicaram o Sr. Antonino Luiz Nunes(Tuninho Galdino) para organizar a construção desta capela.No mesmo dia da indicação o padre pediu,após a missa,que os fiéis ajudassem como pudessem em valores financeiros;a resposta foi imediata e estes depositaram uma boa quantia de dinheiro “aos pés do altar”.
O Sr. Antonino começou então a construção da nova capela com este dinheiro,outras doações e investimento dele próprio.
O Sr. Antonino doou o terreno para a capela com as condições de que se construísse um campo de futebol e preservasse o cemitério. Com essa doação e legalização do patrimônio pode-se a nova capela denominada com o nome do padroeiro São Geraldo Magela.
O cemitério já existia,porém, em condições precárias;algumas partes dos muros, feitos de adobes (tijolo artesanal feito somente com barro),em ruínas e poucas de pé com risco de caírem.
A família do Sr. José Estácio, cujos membros eram em sua maioria pedreiros, reformou umas partes com pedras moleiras,vendo que ficara bom os fazendeiros de região se uniram e colocaram seus carros -de- boi a disposição dos pedreiros,para carregarem mais pedras e reformar totalmente o cemitério.Com isso varias pessoas se dispuseram a ajuntar essas pedras e ajudar os pedreiros.Assim se construiu os muros que estão de pé até os dias atuais.
A mudança de nome.
A Comunidade que antes recebia a alcunha de “Brejo” passou a chamar Comunidade de Betânia por iniciativa do Padre Altamiro de Faria que esteve na Paróquia do Senhor Bom Jesus pela primeira vez de 1945 a 1947, conservando-se o padroeiro levando-se em conta o que o próprio padroeiro dizia: "Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer, até quando ele quiser".
Juntamente com a mudança do nome vieram para a comunidade as conferencias de São Vicente de Paulo, fundadas pelos senhores Benedito dos Santos e José Ferreira.
Crescimento da comunidade
Com a construção da nova capela as pessoas começaram a construir suas casas aos arredores dela,ou seja,dentro do seu patrimônio, viu-se então a necessidade de uma maior organização pastoral devido a este crescimento,criaram então os conselhos pastorais que se sucederam até a comunidade sentir a necessidade de criar um conselho comunitário pastoral.Este conselho vigorou até 02 de Maio de 1999 quando foi eleito para sua coordenação o senhor:
Coordenador: José dos Reis Santos (O Doquinha)
O coordenador do conselho ficou incumbido de convidar os membros para constituírem o conselho que assim ficou:
Presidente: Pe Marinho Rocha (Pároco)
Coordenador: José dos Reis Santos
Vice-Coordenador: Kenice José do Nascimento
1ºSecretaria: Edilaine Cristina de Oliveira
2ºSecretaria: Iriane Iras dos Reis
1ºTesoureiro: Edgar Jose Nogueira
2ºTesoureiro: Lêucia Francisca dos Santos
“e demais membros das entidades que fazem parte do Conselho Pastoral...”(Ata da Reunião de Posse do Conselho Pastoral da Capela São Geraldo;15 de maio de 1999 às 19:00h).
A nova diretoria do conselho propôs que se desmembrasse as entidades; CONSELHO COMUNITARIO PASTORAL DE BETANIA, porque o C.Comunitário tinha fins de arrecadação financeira e passasse as devidas responsabilidades a cada um dos novos conselhos que seriam criados.Foi aceito pelo conselho e pelo padre.
Então, o Conselho Pastoral continuou sendo coordenado pela equipe eleita no dia 02 de maio de 1999, passou a se chamar Conselho Pastoral São Geraldo de Betânia e a ser regido por um estatuto próprio criado pelo pároco e aprovado pela diocese de Divinópolis(O bispo:D. José Belvino do Nascimento).
O conselho Comunitário de Betânia passou a ser coordenado por: Antonio Jose dos Santos, Ednei Ribeiro Mendonça, Jefone Jose do Nascimento e Josué Leogino Mendonça. Dentro de pouco tempo parou com suas atividades e hoje não existe mais.
Em meados de 2004 sob a administração paroquial do Reverendíssimo Pe. João Luiz Moreira foi-se eleita à nova coordenadoria do Conselho Pastoral São Geraldo de Betânia e no dia14/11/2004 tomou posse e ficou assim definida:
Presidente: Pe. João Luiz Moreira
Coordenador: Sulemar Rodrigues Chaves, que abandonou o cargo, deixou de prestar contas de valor arrecadado na Festa de São Sebastião, dando lugar a atuação do vice.
Vice-coordenador: Antonio Baltazar dos Santos
1ºSecretaria: Angelita Maria da Fonseca
2ºSecretária: Márcia Ana dos Santos Chaves
1ºTesoureiro: Edgar Jose Nogueira
2ºTesoureiro: Kenice Jose do Nascimento
Essa nova direção do conselho começou em março de 2005 uma reforma total na capela São Geraldo a qual perdura aos dias atuais.
Movimentos Pastorais da Comunidade
Equipe de liturgia:
Coordenador: Mateus Marciano dos Santos
Ministros extraordinários da comunhão: Maria Lucia Nogueira, Simônica Nascimento, Lêucia dos Santos,Ângela Judite Carneiro Santos,Maria Penha dos Santos,
Ministros da Palavra: Edgar Jose Nogueira, Joel Estácio Nascimento, Maria Lucia Nogueira,Mateus Marciano dos Santos.
Catequese:
Coordenadora: Maria Lucia Nogueira
Catequistas: Ângela Judite Carneiro Santos, Esteliane Karem dos Santos, Angelita Maria da Fonseca,Áurea Taiz, Josiane Maria Nogueira, Mateus Marciano dos Santos.
Outros movimentos:
Grupo da Mãe Rainha (há seis anos na comunidade ) Sociedade São Vicente de Paula(há mais ou menos 50 anos na comunidade)
Festas:
1. Festa do padroeiro-Celebração:
Novena com participação de várias comunidades vizinhas e celebração de missas.
Dia do Padroeiro-16 de Outubro
2. Festa de Nossa Senhora do Rosário
Celebrada ao terceiro fim de semana de Agosto .
Em relatos de moradores idosos da comunidade é possível perceber que a tradicional festa de Nossa Senhora do Rosário já acontece há muitos anos. Pessoas que hoje tem 85 anos e até mais,relatam se lembrarem de seus pais contarem sobre as primeiras festas.Elas aconteciam em um cruzeiro afastado da comunidade porque a antiga capela não comportava tanta gente que vinha participar.
A festa acontece ainda hoje: a comissão organizadora convida muitos cortes (grupos)de congado que cantam versos em honra aos reis e rainhas do reinado relembrando o tempo do cativeiro dos escravos e principalmente a Nossa Senhora
3. Festa de São Sebastião- Celebração
Segundo fim de semana de Julho.
Motivo:Já a muitos anos foi-se proposto que se criasse uma festa anual para a coleta do dizimo,com coleta também de leiloes para maior arrecadação de donativos para a capela.
4. Celebração da Semana Santa