Comentário ao Evangelho do 11º Domingo do Tempo Comum (Mt 9,36-10,8) - 18/06/17

Sexta-feira, 16 de junho de 2017 às 18h 00  - Atualizado às 22h 30

Naquele tempo, 36vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” 10,1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu Irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

 

 

 

Comentário do Padre Guilherme

 

Jesus iniciou, sozinho, Seu anúncio da Boa Nova. Tarefa grandiosa e urgente. Como hoje em dia, havia muitas pessoas que sofriam pelas dificuldades da vida: cansadas, abatidas, sem rumo e sem quem as guiasse. E eram muito poucas as pessoas capacitadas e com disposição para colaborar nessa importante missão. Jesus buscou recurso, então, na Divina Providência. Quando as forças humanas não são mais suficientes, deve-se pedir a ajuda de Deus.


Em seguida, podemos ver Jesus convidando e enviando os doze apóstolos. Chama a atenção na descrição do autor do relato evangélico que o primeiro nome que é descrito é o de Pedro, que mais tarde foi o líder dos seguidores de Jesus. E o último que aparece é justamente aquele que foi capaz da traição.


Entre os destinatários do anúncio, Jesus parece indicar certa preferência por aqueles que fossem integrantes do povo de Israel. Isso se explica pelo fato de que o Deus em Quem Jesus acreditava e em nome de Quem afirmava agir havia Se manifestado, primeiramente, para esse povo. Assim, o anúncio da Boa Nova deveria ser dirigido primeiramente a eles. Tudo o que aconteceu depois comprova que, conforme o que já havia sido previsto em muitas passagens das Escrituras, o Messias não foi acolhido pelo Seu povo, os primeiros destinatários do anúncio.


Juntamente com a pregação, Jesus autorizou e indicou a realização de sinais para ajudar que os ouvintes tivessem mais condições de perceber a verdade anunciada. A missão do Messias deveria continuar, mesmo depois que Ele tivesse partido de volta ao Pai. Sua ação se prolonga através da ação dos Seus seguidores.


Por fim, a indicação é de que a missão de evangelização deveria ser realizada sem esperar qualquer recompensa ou benefício. Eles também haviam recebido o anúncio sem que nada lhes fosse exigido em troca. O desinteresse dos missionários é algo que reforça o valor daquilo que anunciam. E também é um convite para que as pessoas se abram. A salvação é um dom. Ainda que precise ser conquistado pela conversão de vida, é oferecida de forma gratuita para todos.

 

 

Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.

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