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Dom José Carlos e a Missão Maria de Nazaré conduziram uma manhã de evangelização, no Presídio Floramar

sexta-feira, 21 de dezembro de 18 às 12:38

Todas as quintas-feiras, desde 2010, o Frei José da Cruz, OFM, juntamente com o Anderson Moreira, agente da Pastoral Carcerária, realizam visitas no Presídio Floramar, em Divinópolis. Além disso, mensalmente, sempre aos terceiros domingos, a Missão Maria de Nazaré (MMN) realiza uma Manhã de Evangelização no Centro Socioeducativo. Esta é a presença católica na realidade carcerária, em Divinópolis. Além dessas visitas períodicas, a Igreja se faz presente no Presídio Flormar em períodos marcantes, como, por exemplo, no Natal e na Semana Santa.

 

E, na manhã de hoje, 21 de dezembro, por ocasião do Natal do Senhor, o Bispo Dom José Carlos e a Missão Maria de Nazaré, através dos membros Eduardo Rivelly, Matheus Dias, Max Myller e Marcelo Olivera  promoveram uma Manhã de Evangelização, no Presídio Floramar.

 

 

A realidade da população Carcerária

 

A realidade carcerária é muito cruel com os pobres, segundo Fráter Henrique. Ela denuncia nossa incapacidade de resolver muitos problemas atuais como, por exemplo, a questão das drogas. Se a pessoa é rica ela pode lançar mão de inúmeros recursos da lei para se livrar das penalidades. Mas, o pobre é abandonado à sua própria sorte. E, às vezes, é abandonado pela própria família. Outra coisa terrível é a ociosidade forçada do preso. Ele fica sem ter nada que fazer e acaba frequentando a escola do crime, saindo da prisão muito pior do que entrou.

 

Em São Joaquim de Bicas, a situação do preso não difere muito do resto do país. Existe uma superpopulação carcerária; ociosidade forçada e um estado de quase abandono dos presos.  Na cidade, que fica próximo a Belo Horizonte, existem três unidades prisionais: Bicas 01, com cerca de 2.300 presos; Bicas 02, com, aproximadamente, 2.200 presos e a penitenciária, com cerca de 500. Se juntarmos toda essa gente com aqueles que trabalham no sistema podemos atingir um número de, aproximadamente, 10 mil pessoas! O detalhe é que a Cidade não foi preparada para isso. Se um preso adoece ele deve ser atendido num posto de saúde local. E os postos de saúde não foram adaptados para esse grande contingente de pessoas, pois, atrás do preso aparecem também seus familiares, que acabam se mudando para a cidade.

 

Diante da realidade prisional não podemos evitar a pergunta: - A quem interessa tudo isso? Fráter afirmou que sempre faz esse questionamento. Mas, que a resposta a ele não é fácil de ser dada. No viés desse questionamento poderíamos abordar a polêmica tese de privatização do sistema. Pode ser que pequenos grupos lucrem e ganhem dinheiro com tudo isso. O preso, no entanto, é o mais prejudicado. Ele é prejudicado até quando uma experiência está dando certo. É transferido, constantemente, de unidade a outra, dificultando a vida daqueles que estão estudando. Esse é um lado bom, segundo Fráter Henrique. Ele elogia o heroísmo dos professores e de todos que não medem sacrifícios para levar a educação aos presos. Mesmo não concordando com o sistema, Fráter Henrique agradece à direção da penitenciária e dos presídios por não dificultarem o trabalho pastoral que acontece no local. Termina a entrevista dizendo que esse trabalho fez dele uma pessoa melhor e mais sintonizada com o carisma de sua própria congregação, ou seja, a misericórdia.

 

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